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Transtorno do pânico: sintomas, tratamento e quando ir ao médico
Guia prático

Transtorno do pânico: sintomas, tratamento e quando ir ao médico

Atualizado em — Brasil

Transtorno do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade caracterizado por crises recorrentes e inesperadas de medo intenso (ataques de pânico), acompanhadas de sintomas físicos marcantes e preocupação persistente com novas crises. A boa notícia: tem tratamento eficaz e a maioria das pessoas melhora com um plano consistente.

Sintomas principais (ataque de pânico)

  • Cardiovasculares: palpitações, coração acelerado, dor ou desconforto no peito.
  • Respiratórios: falta de ar, sensação de sufocamento.
  • Neurovegetativos: suor, tremores, calafrios ou ondas de calor, náusea.
  • Neurológicos: tontura, formigamento, sensação de irrealidade (desrealização) ou de estar “fora do corpo” (despersonalização).
  • Cognitivos/emocionais: medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer.

As crises normalmente atingem pico em minutos e depois aliviam; ainda assim, podem ser muito angustiantes.

O que fazer durante uma crise

  1. Reconheça: “isso é um ataque de pânico — é intenso, mas passa”.
  2. Sente-se com apoio nas costas e pés firmes no chão; solte ombros e mandíbula.
  3. Respire pelo nariz e solte lentamente pela boca (ex.: inspire ~4s e expire ~6s) por 2–3 minutos.
  4. Traga a atenção para algo neutro (textura da cadeira, temperatura nas mãos) e deixe a onda passar sem lutar contra ela.
  5. Após a crise, evite “checar” repetidamente batimentos/pressão; anote o que estava fazendo e converse com um(a) profissional.

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Quando buscar atendimento (urgente x agendado)

SituaçãoO que fazer
Primeira crise ou dúvida diagnóstica (nunca teve antes) Procure avaliação médica para descartar causas clínicas.
Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio ou sintomas neurológicos novos Emergência: acione o 192 (SAMU) e procure atendimento imediato.
Crises recorrentes com medo antecipatório ou evitação de lugares Agende consulta para avaliação de transtorno do pânico e início de tratamento.

Avaliações médicas ajudam a excluir condições que imitam uma crise (ex.: problemas cardíacos, tireoide, efeitos de substâncias) e a confirmar o diagnóstico correto.

Tratamentos que funcionam

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC) — com psicoeducação, treino respiratório/relaxamento, exposição interoceptiva (aprender a tolerar sensações corporais) e exposição situacional quando há evitação. É tratamento de primeira linha.
  • Antidepressivos — ISRS/ISRN (e, em alguns casos, tricíclicos) são opções eficazes quando indicado por médico(a), com monitoramento de efeitos e adesão.
  • Importante: diretrizes desencorajam benzodiazepínicos como estratégia de longo prazo no transtorno do pânico, por piores desfechos e risco de dependência.
  • Estilo de vida — higiene do sono, atividade física regular, manejo de cafeína/álcool e técnicas de relaxamento/mindfulness podem reduzir sintomas.

Como é o cuidado na prática

  • Plano em passos (stepped care): começa com intervenções psicológicas estruturadas; se necessário, associa medicação.
  • Duração: muitas pessoas melhoram em 8–14 horas de TCC distribuídas em sessões semanais (aprox. 1–2 h) ao longo de até 4 meses.
  • Prevenção de recaídas
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